Caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) compraram cerca de um milhão de munições para fuzil nos primeiros seis meses de 2025, segundo levantamento produzido pelo Instituto Sou da Paz, com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação junto ao Exército Brasileiro.
No geral, foram vendidas 104 milhões de unidades de munição no país no período. Desse volume, quase 52% foi adquirido pelos CACs, que têm autorização para comprar armas e munições. O estudo também analisou especificamente as vendas de munições para os quatro tipos de fuzis mais usados pelo crime organizado. Nesse recorte, os CACs aparecem como os principais compradores, com quase um milhão de unidades, o equivalente a 67% da munição vendida no semestre.
Segundo a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, as munições e os fuzis que abastecem organizações criminosas têm diversas origens, como o tráfico de armas nas fronteiras e desvios internos, incluindo possíveis desvios das Forças Armadas e dos próprios CACs. Ela reforça a necessidade de investigações sobre essas rotas ilegais.
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