A guerra no Oriente Médio se intensifica com mais ataques no Líbano e na Arábia Saudita. Os mísseis e drones riscam o céu do Oriente Médio no quarto dia de conflito. Segundo a organização humanitária, o Crescente Vermelho iraniano, a ofensiva já deixou 787 mortos no Irã, incluindo as 165 meninas assassinadas no ataque a uma escola no sábado.
Nesta terça-feira (3), a zona diplomática de Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por drones iranianos. A embaixada dos Estados Unidos foi um dos prédios atingidos.
Nas redes sociais, a Casa Branca divulgou imagens de supostos alvos iranianos destruídos e disse que, entre os objetivos da incursão, estão a destruição dos mísseis iranianos e garantir que o país persa nunca tenha uma bomba atômica.
O presidente Trump postou hoje que, depois da destruição do arsenal iraniano, autoridades persas teriam supostamente buscado contato, mas que agora seria tarde para negociações.
O Líbano é outro fronte onde a guerra se intensifica. Nesta terça-feira, forças israelenses invadiram por terra o território libanês. Na segunda-feira, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, abriu fogo contra Israel com drones e mísseis. O sul de Beirute, controlado pelo Hezbollah, ficou coberto pela fumaça dos ataques. Milhares de pessoas foram obrigadas a buscar abrigo.
“As pessoas começaram a se comunicar, avisando umas às outras, acordando umas às outras. Era por volta das 2h. Depois de arrumarmos nossas coisas e nos organizarmos, saímos da nossa aldeia por volta das 4h e, naturalmente, com a enorme quantidade de pessoas chegando de todas as aldeias, levamos cerca de 24 horas para chegar a Sídon”, conta Mohammed Nassar, refugiado libanês.
Enquanto a guerra avança no Oriente Médio, a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para uma possível crise de refugiados no Líbano. “As estimativas conservadoras sugerem que quase 30 mil pessoas foram acolhidas e registradas em abrigos coletivos. Muitas outras dormiram em seus carros à beira da estrada ou ainda estavam presas em engarrafamentos, saindo do sul em direção a Beirute”, destaca Babar Barloch, porta-voz da Agência da ONU para Refugiados.
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