A guerra no Oriente Médio chegou ao sétimo dia com intensificação dos bombardeios, disparada do preço global do petróleo e alertas sobre mais uma enorme crise humanitária na região.
Os bombardeios contra Teerã se intensificaram durante a noite e moradores disseram que a madrugada foi a pior até agora desde o início dos ataques. Durante o dia, milhares de iranianos saíram para as preces de sexta-feira e fizeram homenagens ao líder morto, Ali Khamenei.
Mais de 1,2 mil pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques. Mesmo assim, autoridades do país negam qualquer acordo com os Estados Unidos.
A milhares de quilômetros das bombas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que os ataques contra o Irã só terão fim quando o país persa se render totalmente. Ele declarou que pretende se envolver pessoalmente na escolha no novo líder iraniano.
Em uma entrevista à jornalista Dana Bash, da CNN, Trump também disse que esse novo líder não precisa ser democrático, justo ou correto, desde que trate bem os Estados Unidos e Israel.
Além dos Estados Unidos, Israel e Irã, diversos outros países foram arrastados para o conflito. Nesta sexta, houve novos ataques israelenses contra o sul do Líbano e contra a capital, Beirute. Segundo autoridades libanesas, 217 pessoas morreram nos bombardeios desde o início da semana.
Países do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã sofreram ataques iranianos, que tinham como alvo bases militares norte-americanas. Segundo a mídia dos Estados Unidos e a BBC, a Rússia também estaria envolvida, fornecendo ao Irã a localização de alvos norte-americanos.
Além disso, toda a economia do globo deve sentir o impacto da alta no preço do petróleo, que chegou a US$ 93 no barril do tipo Brent. Antes da guerra, o valor era de US$ 60.
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