Mais de cem ativistas, sindicalistas e parlamentares de 17 países, incluindo delegações da Argélia e do Marrocos, chegaram ao Aeroporto José Martí, em Havana, para entregar um carregamento de cinco toneladas de medicamentos e suprimentos médicos, avaliado em 35 mil euros, em um gesto de apoio ao povo cubano diante do intensificado bloqueio dos EUA, que interrompeu a distribuição de petróleo para o país caribenho.
A ajuda da caravana europeia chegou imediatamente onde era mais necessária: no setor onde mais de 96 mil pacientes, incluindo 11 mil crianças, aguardam cirurgias, em meio ao embargo de petróleo dos EUA contra Cuba.
“Aqui no hospital não estou com muito medo, porque todos os recursos estão garantidos. Meu medo é quando eu sair, porque sabemos que o país está passando por uma situação muito difícil: não temos combustível e, sem combustível, falta água e eletricidade. E isso, em uma casa com uma criança pequena, é complicado”, desabafa Mauren Echevarría, que está gestante.
Para o diretor de um dos hospitais ginecológicos e obstétricos mais emblemáticos de Havana, o que eles recebem transcende seu significado altruísta.
“Em tempos tão difíceis como estes, esta ajuda tem um duplo significado; um duplo significado não apenas pelo que representa, mas também no âmbito da solidariedade”, agradece o médico Otto Rafael Recio, diretor do Hospital Ginecológico e Obstétrico.
Outros hospitais que se mantêm firmes em seu compromisso com a defesa do direito à vida, como o Instituto Nacional de Oncologia e Radiologia e o Hospital Pediátrico Universitário Borrás Marfán, em Havana, também receberam ajuda material e uma mensagem clara para Cuba e para o mundo.
“Durante várias crises, Cuba demonstrou solidariedade com o mundo inteiro, com trabalhadores cubanos que vieram para a França e a Europa para ajudar. Sempre foi uma ilha de resistência ao imperialismo e por isso devemos apoiar e demonstrar solidariedade, porque essa resistência pode inspirar o mundo inteiro”, afirmou a francesa Emma Fourreau.
Um movimento global de solidariedade foi ativado, e a flotilha "Nuestra América" deve chegar do México em 21 de março.
“Porque consideramos este um momento muito difícil para o povo cubano, e todos os povos do mundo devem demonstrar solidariedade”, defende Markou Despina, ativista grega e membro do comboio.
Enquanto isso, em Havana e várias outras capitais ao redor do mundo, continua o Dia Internacional de Solidariedade com Cuba, com a comunidade internacional promovendo ajuda e unindo vozes em apoio à vida e à autodeterminação do povo cubano.
*Reportagem da Telesur, Canal Latino-americano e Caribenho.
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