Em todo o país, milhares de pessoas foram às ruas contra o feminicídio neste domingo (7). A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes em diferentes estados.
Os atos convocados pelo Movimento Levante Mulheres Vivas aconteceram em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal. Na maior cidade do país, mais de nove mil pessoas se reuniram em frente ao Masp, na Avenida Paulista, segundo a Universidade de São Paulo (USP). Os cartazes e faixas pediam o fim da violência contra as mulheres, penas mais duras para crimes motivados por misoginia e combate ao discurso de ódio.
A capital e a região metropolitana de São Paulo acompanharam a escalada de feminicídios nos últimos dias. Neste domingo, foram registrados mais dois casos.
Em Brasília, o ato contou com falas de lideranças populares e políticas, além de apresentações culturais, na Torre de TV da capital. Seis ministras do governo federal e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, participaram.
Em Blumenau, Santa Catarina, o protesto pedia o fim do feminicídio, da misoginia e da naturalização da violência. O estado registrou 48 casos de janeiro a novembro de 2025.
No Rio de Janeiro, centenas de pessoas se concentraram na praia de Copacabana. Dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro mostram que, até novembro, aconteceram 79 casos e 242 tentativas de feminicídio.
Em todo o país, homens também foram chamados a se juntar à causa e lutar contra violências de gênero.
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