Amanhã estão marcadas manifestações em várias cidades do país para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e exigir o fim da violência contra as mulheres. A praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será o palco de um desses protestos.
As mobilizações foram convocadas pelo movimento nacional Mulheres Vivas, que reúne diversas entidades da sociedade civil. Haverá atos em capitais e grandes cidades do país. Hoje, manifestações já ocorreram em Porto Alegre e Belém para denunciar casos recentes de feminicídio.
No Rio de Janeiro, a concentração está marcada para amanhã, às14 horas, no fim da praia de Copacabana. De lá, os participantes seguirão pela Avenida Atlântica para protestar contra o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres. A convocação não é apenas para mulheres, mas para toda a sociedade — homens e mulheres devem caminhar juntos para dar um basta ao avanço desse tipo de crime.
Nesta semana, dois casos de feminicídio chocaram o Rio de Janeiro: uma diretora, uma psicóloga e uma funcionária de uma escola técnica federal foram assassinadas por um colega de trabalho que não aceitava receber ordens de mulheres.
Os dados reforçam a urgência do tema. Neste ano,3,7 milhõesde mulheres sofreram algum tipo de agressão, segundo o Instituto de Segurança Pública. Já o Ministério da Justiça informa que, no ano passado, houve um aumento de26%nas tentativas de feminicídio. Mais de1 milmulheres foram assassinadas — uma média dequatromortes por dia, ou seja, uma a cadaseishoras.
Números alarmantes que mostram a necessidade de reação imediata.
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