Muitos produtos brasileiros enfrentam atualmente uma tarifa de 50% nas exportações para os Estados Unidos. O setor de mel, por exemplo, ainda não sentiu plenamente os efeitos dessa sobretaxa, já que os norte-americanos cumpriram os contratos anteriores e mantiveram as compras. No entanto, há incerteza em relação à próxima safra, quando os novos acordos comerciais deverão refletir as tarifas mais altas.
De um modo geral, especialistas avaliam que o tarifaço causou menos impacto ao Brasil do que se previa inicialmente. Grandes setores, como os de café e carne bovina, conseguiram inclusive aumentar as exportações. Mesmo com a tarifa de 50%, o setor cafeeiro registrou um crescimento de quase 4% nas exportações em comparação com setembro do ano passado, expandindo para novos mercados. Situação semelhante ocorreu com a carne bovina, que teve alta de 53% nas vendas externas no mesmo período.
Outro fator que contribuiu para reduzir o impacto foi a diferenciação nas tarifas. Apenas 44% dos produtos exportados ficaram sujeitos à taxa de 50%. O restante enfrentou tarifas menores, como laranja, aeronaves e minério de ferro, que pagam 10%. Alguns setores, como petróleo, ouro e celulose, ficaram isentos da cobrança.
Além disso, o Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal para apoiar exportadores afetados, já apresenta resultados concretos. Até o momento, foram liberados 2,6 bilhões de reais em recursos de incentivo. No total, o programa conta com um orçamento de 40 bilhões de reais para fortalecer o comércio exterior brasileiro e reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
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