O governo norte-americano ampliou a lista de produtos brasileiros isentos do tarifaço. Com a nova decisão de Donald Trump, caiu de 36% para 22% o percentual de mercadorias que ainda serão taxadas ao entrarem nos Estados Unidos.
O anúncio da derrubada das tarifas foi o maior avanço das negociações entre Brasil e Estados Unidos desde o início das conversas. Agora, 14% das exportações nacionais saíram da lista do tarifaço do governo americano, e 238 produtos terão a cobrança zerada ou limitada a 10%.
“É importante destacar que esse foi o maior passo dado. Quer dizer, nós saímos de 36% para 22% da exportação brasileira no tarifaço. Então, foi o maior avanço: 238 produtos e retroagindo a 13 de novembro”, destacou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Com a mudança, produtos agrícolas importantes para a economia dos dois países deixaram de ter a sobretaxa: café, carne bovina e frutas como açaí, tomate, banana e manga. Muitos alimentos pesavam sobre a inflação americana. E até mesmo fertilizantes foram incluídos na lista de isenções. A medida é retroativa a 13 de novembro. Com isso, tudo que foi vendido aos Estados Unidos depois dessa data terá a tarifa reembolsada aos exportadores brasileiros.
Na visão do governo, a revogação abre espaço para ampliar o diálogo entre os dois países. E a sinalização mais expressiva para esse entendimento veio por escrito na decisão da retirada das tarifas, em que Donald Trump cita a conversa que teve com o presidente Lula na Malásia, em outubro, e com a diplomacia brasileira em outros momentos. Mas o documento não cita o ex-presidente Jair Bolsonaro e nem questões internas da política nacional.
“Nós continuamos otimistas, e o trabalho não terminou. Quer dizer, ele avança e, agora, eu diria que com menos barreiras. Você tem alguns produtos ainda de alimento, tipo pescado, tipo mel, uva, e você tem produto industrial: máquinas, motores, calçados, enfim. Então, esse é o empenho que temos a fazer pela frente”, pontuou Alckmin.
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