O Tesouro Nacional informa o resultado da operação no mercado norte-americano que contou com a emissão de um novo benchmark de 10 anos, denominado GLOBAL 2036, e com a reabertura do atual benchmark de 30 anos, o GLOBAL 2056.
O GLOBAL 2036 tem vencimento em 22 de maio de 2036 e foi emitido no montante de US$ 3,5 bilhões, com cupom de juros de 6,250% a.a., cujo pagamento semestral será realizado a cada dia 22 dos meses de maio e novembro. A emissão foi realizada ao preço de 98,896% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 6,400% a.a., que corresponde a um spread de 220 pontos-base acima da Treasury de referência (título do Tesouro norte-americano).
Já o bônus da República GLOBAL 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, teve seu volume ampliado em US$ 1,0 bilhão, um aumento de 40% sobre a emissão original, totalizando US$ 3,5 bilhões em circulação. Este título possui cupom de juros de 7,250% a.a., cujo pagamento semestral é realizado a cada dia 12 dos meses de janeiro e julho. A emissão foi realizada ao preço de 99,385% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 7,300% a.a., que corresponde a um spread de 245 pontos-base acima da Treasury de referência (título do Tesouro norte-americano). Este foi o menor spread de lançamento para um título brasileiro de 30 anos em mais de dez anos, menor, inclusive, que o de lançamento inicial deste mesmo título há cerca de cinco meses.
Esta emissão atraiu interesse significativo de investidores, com um ápice de 466 ordens no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 12 bilhões em seu pico. O volume total da operação atingiu US$ 4,5 bilhões, dos quais os US$ 3,5 bilhões do Global 2036 foram o maior volume para um título de 10 anos da história das emissões do Tesouro Nacional. A alocação final contou com expressiva participação de investidores não residentes, sendo cerca de 90% oriundos da Europa e da América do Norte, com a América Latina, incluindo o Brasil, respondendo por cerca de 9%. Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país.
A emissão reforça o importante papel da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação e ampliação da base de investidores. Adicionalmente, corrobora o papel da Dívida Pública Federal externa no estabelecimento de benchmarks líquidos e na curva de juros soberana, como referência para futuras emissões de empresas brasileiras no exterior. A emissão de títulos com vencimento em 10 e 30 anos contribui para o alongamento do perfil da dívida e fortalece pontos estratégicos da curva, frequentemente utilizados como referência por emissores corporativos.
A operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. A liquidação financeira ocorrerá em 19 de fevereiro de 2026.
