O Tesouro Nacional informa o resultado da operação no mercado norte-americano que contou com a emissão de um novo título sustentável de 7 anos, denominado GLOBAL 2033 Sustentável, e com a reabertura do atual benchmark de 10 anos, o GLOBAL 2035.
O GLOBAL 2033 Sustentável tem vencimento em 04 de fevereiro de 2033 e foi emitido no montante de US$ 1,5 bilhão, com cupom de juros de 5,500% a.a., cujo pagamento semestral será realizado a cada dia 04 dos meses de fevereiro e agosto. A emissão foi realizada ao preço de 98,515% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 5,75% a.a., que corresponde a um spread de 187,4 pontos-base acima da Treasury de referência (título do Tesouro norte-americano), prêmio de risco historicamente baixo, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país.
Em relação aos recursos captados por meio da emissão sustentável, o Governo Federal se compromete a alocar o montante equivalente aos recursos captados em categorias elegíveis de despesas, que impulsionem a sustentabilidade e contribuam para a mitigação das mudanças climáticas, para a conservação dos recursos naturais e para o desenvolvimento social, conforme estabelecido no Arcabouço Brasileiro para Títulos Soberanos Sustentáveis[1]. Mais especificamente, o Relatório Pré-Emissão[2] divulgado em agosto de 2025, indica as categorias de despesas elegíveis do Arcabouço que serão consideradas como lastro nesta terceira emissão soberana sustentável, contribuindo para maior transparência na aplicação dos recursos.
Dessa forma, a alocação de recursos prevista para esta terceira emissão soberana sustentável observará os seguintes percentuais indicativos:
Tabela 1. Intervalo Indicativo para a Alocação dos Recursos após a Emissão
Já o bônus da República GLOBAL 2035, com vencimento em 15 de março de 2035, teve seu volume ampliado em US$ 750 milhões, um aumento de 30% sobre a emissão original, que somadas à primeira reabertura totalizam US$ 4,5 bilhões em circulação. Este título possui cupom de juros de 6,625% a.a., cujo pagamento semestral é realizado a cada dia 15 dos meses de março e setembro. A emissão foi realizada ao preço de 102,967% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 6,200% a.a., que corresponde a um spread de 210,9 pontos-base acima da Treasury de referência (título do Tesouro norte-americano). A forte demanda pela reemissão do título lançado apenas no início deste ano evidencia a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira.
Esta emissão atraiu interesse significativo de investidores, com um ápice de mais de 150 participantes no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de três vezes o volume emitido, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 6,7 bilhões em seu pico. A alocação final contou com expressiva participação investidores não residentes e de contas ESG, sendo cerca de 74% oriundos da Europa e da América do Norte.
A emissão reforça o importante papel da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação e ampliação da base de investidores. Adicionalmente, corrobora o papel da Dívida Pública Federal externa no estabelecimento de benchmarks líquidos e na curva de juros soberana, como referência para futuras emissões de empresas brasileiras no exterior. A emissão contribui para a redução do custo de financiamento e fortalece pontos estratégico da curva, frequentemente utilizados como referência por emissores corporativos.
A operação foi liderada pelos bancos Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs. A liquidação financeira ocorrerá em 14 de novembro de 2025.
[1] Disponível em https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/divida-publica-federal/titulos-sustentaveis-arquivos/arcabouco-brasileiro-para-titulos-sustentaveis
[2] Disponível em https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/relatorio-pre-emissao-com-alocacao-indicativa-de-recursos/2025/26

