No sábado (17), às 15h50, a sala Museu contou com programação gratuita que reuniu filmes do diretor falecido no dia 12 de outubro
O Cinema da Fundação promoveu uma sessão especial em homenagem a Jomard Muniz de Britto na sala Museu, em Casa Forte. Realizada no sábado (17), às 15h50, a exibição, que celebrou o legado do diretor e ensaísta, falecido no dia 12 de outubro, foi uma realização da Cinemateca Pernambucana, Festival Noturno e Cinelimite.
A sessão reuniu quatro filmes dirigidos por Jomard Muniz de Britto e um curta-metragem em que o cineasta é protagonista: O Palhaço Degolado (1977), Inventário de um Feudalismo Cultural Nordestino ou Fricção Histórico-Existencial (1978), Jogos Frutais Frugais (1979), Noturno em Ré-cife Maior (1981) e Coração do Cinema (1983).
Assistentes de programação e curadoria do Cinema da Fundação, e também idealizadores do Festival Noturno, Felipe Karnakis e João Rêgo participaram da introdução à sessão ao público, juntamente com Ernesto Barros, jornalista e curador do Cinema da Fundação. Karnakis, que realizou a fala introdutória da sessão, reforça que sem Jomard o Festival Noturno não existiria. “Ele é um farol para todas as gerações que estão pensando arte não apenas na cidade do Recife, como também no estado de Pernambuco”.
João Rêgo ressalta o talento do diretor, especialmente através das imagens de cinema que foram produzidas nos espaços recifenses que já se foram. “Ainda assim, ele se mantinha muito atual e dialogava com essa cidade contemporânea”, atesta o idealizador do Noturno.
“Jomard era um agitador cultural que fez dezenas de filmes marcantes para o período rico do cinema pernambucano que foi o ciclo do Super-8. Ele deixa como legado o saber lutar com as palavras e estar corpo a corpo, dia a dia, com as pessoas da cidade”, celebra o curador Ernesto Barros.
Colegas e amigos de profissão de Jomard Muniz de Britto também estiveram presentes na abertura da sessão. Entre eles, Anilton Cadengue, responsável por cunhar a expressão “o próprio atentado cultural” ao se referir ao cineasta, e Wilson Araújo de Souza, cujo poema Outdoor de Recados inspirou o curta-metragem O Palhaço Degolado.
Roteirista e ator, Roger Bravo esteve presente na sessão deste sábado. “Com a passagem recente de Jomard, estar aqui é uma forma de não só celebrar o seu legado, como também ter a oportunidade de rever essas obras polissêmicas que merecem novos olhares”, diz o espectador.


