A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar, nesta manhã, o núcleo de desinformação da tentativa de golpe de Estado. O chamado “núcleo 4” é formado por sete réus, entre eles, cinco militares e ex-militares. Eles seriam responsáveis por espalhar notícias falsas contra as urnas eletrônicas e ataques contra instituições e autoridades.
Fazem parte do Núcleo 4:• Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);• Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército);• Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército);• Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército);• Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);• Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e• Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).
Durante a leitura da acusação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou o uso da estrutura do Estado pelos integrantes do “núcleo 4” para promover desinformação. E também pediu a condenação de todos os réus.
O presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, marcou as datas para o julgamento dos seis réus do “núcleo 2” da tentativa de golpe. Ele reservou as sessões dos dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro para tratar do processo. O “núcleo 2” é apontado pela PGR como responsável por elaborar a minuta do golpe e coordenar o monitoramento e assassinato de autoridades em 2022, como o presidente eleito, Lula, e ainda por dificultar o voto de eleitores no Nordeste por meio do uso indevido da estrutura da Polícia Rodoviária Federal.
Fazem parte desse grupo o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, e o ex-assessor para assuntos internacionais de Jair Bolsonaro, Filipe Martins.
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