O Conselho de Segurança da ONU aprovou o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos para a reconstrução de Gaza, após a guerra entre Israel e Hamas.
O plano autoriza a entrada de uma força internacional de estabilização para garantir a segurança na Faixa de Gaza, prevê o desarmamento do Hamas e abre um possível caminho futuro para um Estado Palestino independente.
A resolução foi aprovada com 13 votos a favor, nenhum contra e 2 abstenções: da Rússia e da China. Ela endossa o plano de cessar-fogo de 20 pontos do presidente Donald Trump, que prevê um Conselho de Paz ainda a ser estabelecido como autoridade de transição.
O plano americano inclui também a criação de uma força internacional de estabilização para o território palestino.
O grupo palestino Hamas, por sua vez, não terá nenhum papel na governança de Gaza. Membros do grupo que se comprometerem com a coexistência pacífica e a desativar suas armas receberão anistia. Não há, no entanto, nenhuma cláusula que exija explicitamente que o grupo se dissolva ou deixe o território.
Após pressão de importantes Estados árabes, o projeto de Trump passou a prever a possibilidade de um Estado Palestino — algo a que Israel se opõe veementemente.
Após a aprovação na ONU, o Hamas afirmou que rejeita a resolução americana, alegando que a resistência contra Israel, por todos os meios, é legítima e que, portanto, se recusa a entregar as armas.
Hoje, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que o Hamas seja expulso da região. No domingo, antes da votação na ONU, ele já havia afirmado que Israel não aceitará a criação de um Estado Palestino, assim como qualquer envolvimento da Autoridade Palestina em Gaza.
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