Os debates na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) entram em um momento decisivo em busca de um consenso para o documento final. Por enquanto, a expectativa é de que o encontro termine na próxima sexta-feira (21), que é data originalmente prevista.
Outras Conferências do Clima precisaram ser prolongadas por falta de acordo.
O presidente Lula confirmou que vai participar desses últimos dias da COP30. Ele chega nesta quarta-feira em Belém e pretende ter reuniões com autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e com os ministros, que são o alto escalão de negociação na última semana, nas discussões políticas. São pelo menos 160 ministros de vários países.
Quem também acompanha a COP é o Papa Leão XIV, que enviou uma mensagem ao evento. O líder da Igreja Católica gravou um vídeo falando da importância da conferência e principalmente do Acordo de Paris.
Nas palavras do Papa, o Acordo de Paris gera avanços e protege a humanidade e o planeta. Mas, por outro lado, Papa Leão XIV afirmou que os atores globais falham na implementação dessas metas. O Papa disse que falta vontade política contra a crise climática.
O presidente da COP, embaixador André Corrêa do Lago, também enviou uma carta aos negociadores do evento. Ele pede uma cooperação renovada e a formação de um mutirão para acelerar as negociações e concluir o Pacote de Belém – conjunto de acordos que a COP quer anunciar ainda nesta semana.
A 11ª carta da presidência da COP30 foi divulgada na noite dessa segunda-feira, abrindo a segunda semana da Conferência do Clima com um aviso importante: foi encerrada a fase dos discursos, e agora é hora de mostrar resultados.
A ideia é que as delegações trabalhem lado a lado, diminuindo os atritos para avançar. A carta diz que a meta é concluir a maior parte dos trabalhos ainda nesta terça para que a plenária final aconteça no meio da semana.
No final, a presidência envia um recado que resume o espírito da carta: podemos mudar por escolha e podemos mudar juntos.
Na COP30, o Brasil lançou a primeira iniciativa global para garantir aos indígenas, quilombolas, e outras comunidades tradicionais o direito a seus territórios. Além disso, foi anunciada a demarcação de dez terras indígenas no país. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, falou sobre o tema na conferência.
“O Brasil anuncia a regularização e proteção de 63 milhões de hectares de terras indígenas e quilombolas até 2030 - mais de um terço do compromisso global. Pelo Ministério dos Povos Indígenas, assumimos a meta de 59 milhões de hectares, com o compromisso de notificar as políticas de proteção e fortalecimento da posse da terra para os povos indígenas. Este anúncio se soma ao lançamento do PFFF, que garantirá ao menos 20 % dos seus recursos para povos indígenas e comunidades locais”.
Além dos 63 milhões de hectares anunciados pelo Brasil, a República Democrática do Congo assumiu o compromisso de regularizar e proteger mais 50 milhões de hectares. E a Colômbia, outros 16 milhões de hectares.
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