O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pediu que a assessoria de desinformação da Corte analise o canal de WhatsApp intitulado Exército do Lula. O pedido veio após uma série de decisões tomadas no domingo (11), inclusive sobre a retirada da ferramenta do ar.
Em menos de 24 horas, o TSE tomou três decisões sobre o canal. Na mais recente, o presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a área técnica do tribunal analise as postagens com a máxima urgência para checar se o grupo espalhou desinformação e se o conteúdo pode afetar as eleições.
Com quase quatro milhões de seguidores, o canal Exército do Lula foi criado pelo deputado André Janones para mobilizar eleitores. A ferramenta de transmissão virou alvo de uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa o canal de espalhar conteúdo falso.
O caso provocou uma divergência entre o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, e o presidente Nunes Marques, que tomaram neste domingo decisões contrárias sobre o mesmo assunto.
Primeiro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal e impediu novas publicações e a entrada de mais seguidores. Segundo ele, a ferramenta estava sendo usada para espalhar em massa e de forma coordenada conteúdos que o próprio TSE já havia considerado falsos.
Horas depois, Cueva derrubou a decisão e autorizou a reativação provisória do Exército do Lula. Para o ministro, não havia naquele momento elementos suficientes para justificar a restrição. Ele deu 72 horas para que Flávio Bolsonaro apresente informações complementares e encaminhou o caso para o plenário.
O TSE tem sessão marcada para a terça-feira (13), mas a ação ainda não foi incluída na pauta. No mesmo dia, o presidente Kassio Nunes Marques deve se reunir com os coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir as condutas no segundo turno.
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