O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que não determinou a retirada de canais do WhatsApp do ar e cobra o tratamento isonômico das plataformas digitais em relação aos candidatos.
O ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques decidiu hoje (23) que o canal Exército do Lula, gerido pelo deputado federal André Janones no WhatsApp, não pode ser suspenso ou restringido por uma decisão monocrática, apenas por decisão do plenário da corte. O ministro tomou essa decisão depois que a campanha de Lula entrou com um mandado de segurança preventivo no tribunal.
Ontem (22), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro que pediu um pente-fino nas publicações desse canal, que hoje atingiu dez milhões de usuários. Nos últimos dias, o canal passou a ser alvo da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que propaga desinformação, o que já foi desmentido pela equipe técnica do TSE. O canal chegou a ser retirado do ar duas vezes e precisou ser registrado pela campanha de Lula por determinação do próprio tribunal.
No período da manhã, os ministros do TSE se reuniram com representantes das principais plataformas: Meta, X, Google, TikTok e Kwai. Durante esse encontro, foram discutidas medidas para garantir o cumprimento da legislação eleitoral, como a rápida resposta às demandas, e também uma atuação isonômica das plataformas nesse finalzinho de período eleitoral.
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