A CPMI do INSS ouviu nesta quinta-feira (23) a empresária Thaisa Hoffman Jonasson, sócia da THJ Consultoria e esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho.
Virgílio, que também presta depoimento nesta quinta, foi afastado do cargo em abril deste ano durante a operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, que revelou uma estrutura criminosa de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
Deputados e senadores questionam a empresária sobre transações financeiras suspeitas relacionadas ao esquema de fraudes.
Segundo a Polícia Federal, empresas dela, inclusive um centro médico, teriam recebido recursos do careca do INSS e de outras entidades envolvidas. Os recursos teriam sido repassados para outros envolvidos no esquema, entre elas o próprio marido de Thaisa. Virgílio de Oliveira Filho teria recebido pelo menos R$ 11 milhões.
As investigações apontam aumento no patrimônio da família, no período de seis meses, de R$ 18 milhões - valores não compatíveis com os rendimentos declarados.
Quanto ao depoimento, ela fez uma breve fala inicial, disse que não está envolvida com qualquer ato ilícito, e respondeu ao relator que todos esses valores se referem a pagamentos por serviços realizados de pareceres médicos e pesquisas.
Em relação a outras perguntas feitas, ela preferiu ficar em silêncio, direito garantido a ela por um habeas corpus que o foi concedido não só a ela, mas também ao marido.
Virgílio é suspeito de ter utilizado o cargo assumido em 2020 para repassar dados cadastrais de aposentados para associações de fachada.
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