A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) continua na pauta desta semana. Termina na próxima sexta-feira (11) o prazo para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça prestem explicações sobre o processo do caso Master. A questão será decidida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que pode levar o caso para o plenário.
O regimento interno do STF diz que somente o plenário da Corte pode processar e julgar membros do próprio Supremo, mas não detalha se seria em sessão aberta ou fechada. De qualquer forma, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidirá se, de fato, esse caso será levado ao plenário somente depois de ouvir as explicações dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que têm até o dia 11 para se manifestar.
A crise no STF ganhou gravidade sem precedentes na semana passada, depois que Mendonça liberou um relatório da PF em um julgamento em plenário que aponta a proximidade entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes e também de Vorcaro com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Logo depois, Gonet pediu que esse relatório fosse desconsiderado. Ele utilizou justamente o argumento de que somente o plenário da Corte poderia autorizar o avanço de investigações contra um ministro da Casa.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, diante desse relatório contra ele, pediu ao presidente do STF que também investigue o colega Mendonça e divulgou um outro relatório, desta vez da inteligência da Polícia Federal, que indica que Mendonça estaria usando as investigações do caso do Banco Master justamente para atingir seus desafetos políticos.
Diante dessa escalada na crise do STF, o ministro Gilmar Mendes pediu a proibição de que policiais e militares sejam assessores de ministros do STF. Isso porque tanto Mendonça quanto Moraes têm dois assessores que são delegados da Polícia Federal. Segundo Gilmar Mendes, isso estaria prejudicando e transferindo investigações da polícia para o STF.
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