Em todo o Brasil, nesta quarta-feira (12) é celebrado o Dia dos Namorados. Muito popular, a data é uma oportunidade perfeita para celebrar o amor em toda a sua diversidade, sem deixar o respeito, o cuidado e a segurança de lado. Por isso, aproveite a ocasião e conheça as orientações do Ministério da Saúde para proteger você e seu parceiro ou parceira das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Essas infecções são causadas por dezenas de vírus e bactérias transmitidos durante o contato sexual sem o uso de camisinha, via compartilhamento de seringas, instrumentos perfurocortantes não esterilizados, e por transmissão vertical, que ocorre de mãe para filho durante gravidez, parto ou amamentação. Além de aumentar o risco de infecção pelo HIV/Aids, por conta das lesões nos órgãos genitais, ISTs como sífilis, gonorreia e clamídia, por exemplo, podem causar malformações de feto e, inclusive, levar ao óbito, entre outras complicações. Além disso, a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) é considerada a principal causa do câncer de útero. Prevenção combinada Para garantir a segurança, o Ministério da Saúde recomenda a prevenção combinada, ou seja, a associação de diferentes estratégias de prevenção. Entre os métodos que podem ser combinados estão a testagem regular; a prevenção da transmissão vertical durante o pré-natal e a amamentação; o uso de profilaxias pré e pós-exposição; a imunização para as hepatites A e B; e o tratamento das ISTs, das hepatites virais e também para todas as pessoas que vivem com HIV ou aids. Distribuição de preservativos para prevenção As camisinhas masculinas e femininas são distribuídas de maneira gratuita em qualquer serviço público de saúde e são consideradas o método mais eficaz para prevenção das infecção pelo HIV e outras infecções ISTs, como a sífilis, a gonorreia e hepatites virais. Também podem evitar uma gravidez não planejada. Caso você não saiba onde retirá-los, ligue para o Disque Saúde (136). A retirada gratuita de preservativos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) é um direito de todos os brasileiros. Testagem gratuita O SUS oferece gratuitamente testes para diagnóstico do HIV, da sífilis e das hepatites B e C. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Os testes de HIV e sífilis devem ser realizados com regularidade, principalmente após realização de sexo desprotegido. No caso das hepatites, o compartilhamento de seringas e outros objetos cortantes também representa uma situação de risco. Para gestantes, a recomendação é que os exames sejam realizados durante todo o pré-natal. No caso do HIV, esse procedimento é parte do protocolo da profilaxia pós-exposição de risco, que deve ser buscada em até 72 horas. É importante destacar que o início rápido do tratamento da infecção reduz o risco de evolução para a Aids. Para acessar esse serviço, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Ainda no ano passado, o Ministério da Saúde investiu R$ 27 milhões na aquisição de testes rápidos que detectam sífilis e HIV em um mesmo dispositivo. A inclusão do teste, inédito no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalece o rastreio e tratamento mais ágil para a população. Tratamento disponível no SUS No Brasil, pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. O uso correto de antirretrovirais diminui as complicações relacionadas às infecções pelo HIV, melhora a qualidade de vida da pessoa e reduz a mortalidade. O tratamento também previne a transmissão do HIV. Isso porque os medicamentos antirretrovirais reduzem a quantidade de vírus circulante, possibilitando a chamada “carga viral indetectável”. Pessoas que vivem com HIV com carga viral indetectável têm uma possibilidade insignificante de transmitir o vírus para outra pessoa em relações sexuais desprotegidas. Por isso, faça o teste de HIV regularmente e, se o resultado for positivo, inicie o tratamento o mais rápido possível. Imunização Para proteção dos usuários, o Sistema Único de Saúde também disponibiliza vacinas que previnem o surgimento da hepatite B e papiloma vírus humano (HPV). Em 2024, o Ministério da Saúde atualizou o esquema de vacinação e adotou a dose única contra o HPV para adolescentes de 9 a 14 anos. Aos outros públicos, o SUS oferece a vacina HPV quadrivalente. A vacina contra hepatite B está disponível nas salas de vacina do SUS e é altamente protetiva. Para ficar imune à doença, é necessário um esquema de três doses. A vacina também é aplicada em todos os recém-nascidos, de preferência nas 12 primeiras horas de vida, o que é importante para prevenir a transmissão vertical. Nadja Alves dos ReisMinistério da Saúde
12 de jun. de 2024
Dia dos Namorados: conheça as orientações para aproveitar a data com saúde
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