Para amenizar os impactos da guerra no preço do diesel no Brasil, o governo segue em negociação com os estados por novas medidas. Segundo o Ministério da Fazenda, 80% dos estados já indicaram adesão à proposta de subsídio para ajudar a custear a importação do combustível. E a Petrobras também estuda medidas de longo prazo.
O governo deve editar, ainda esta semana, uma medida provisória dividindo um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado entre estados e a União por dois meses. O objetivo é evitar novos aumentos no preço do combustível, consequência direta da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. A subvenção não vai exigir o compromisso de todos os 27 governadores, mas, segundo a Fazenda, as negociações para conseguir a adesão de todos continuam.
“A pedido do presidente, eu propus aos estados que, juntos conosco, retirassem o peso do ICMS da importação do diesel. Ontem, falando com vários governadores, estamos muito próximos de ter a unanimidade dos estados aderindo à proposta do presidente Lula”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Para frear o preço, o Planalto já tinha zerado, em março, alíquotas de tributos federais sobre o diesel. E, além dessas ações mais imediatas, medidas de longo prazo também estão na mesa. A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), estudos para a autossuficiência na produção de diesel dentro de 5 anos.
Hoje, o Brasil precisa importar 30% do diesel consumido no país. Isso quer dizer que qualquer turbulência no mercado externo impacta no preço pago pelos caminhoneiros aqui.
A empresa também aumentou a capacidade de produção das refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, e de Duque de Caxias, no Rio.
A Petrobras anunciou hoje aumento de 55% no preço do querosene de aviação. Esse reajuste, feito a cada início de mês, leva em conta o conflito no Oriente Médio.
Sem qualquer sinal claro de uma negociação que acabe com a guerra no Oriente Médio, o mundo reage a cada nova versão divulgada pelos envolvidos. O contexto internacional é de instabilidade. A solução só deve vir com o fim do impasse entre Estados Unidos e Irã.
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