O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirou o sigilo da investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o senador Jaques Wagner. Os documentos revelam novos detalhes sobre um suposto esquema de pagamento de propina para beneficiar o Banco Master.
Nos documentos divulgados hoje (31), a PF identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, e o banqueiro Augusto Lima, que era sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. O relatório da Polícia Federal diz que Augusto Lima também distribuía presentes extravagantes, como vinhos de R$ 5,3 mil, para políticos da Bahia. Segundo a PF, tais condutas podem caracterizar a concessão de vantagens indevidas em razão de função pública.
Esses documentos divulgados fazem parte da Operação Compliance Zero, que, quando começou, já apontava que o senador teria recebido vantagens indevidas de Augusto Lima, como um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de repasses de R$ 5,8 milhões a empresas ligadas à família do senador. Em troca, os investigadores da PF suspeitam que Jaques Wagner teria apresentado uma emenda que previa o aumento da margem dos empréstimos consignados, além de atuação em projetos sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, e também sobre a fiscalização e controle da operação de aquisição do Banco Master pelo BRB.
Hoje, em entrevista a uma rádio da Bahia, Jaques Wagner, que é candidato à reeleição para o Senado, afirmou que está tranquilo e que vai provar a sua inocência nas investigações.
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