Cresceu o número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados e para o Senado neste ano. 121 mulheres foram eleitas para o próximo Congresso Nacional. As parlamentares, porém, ainda são uma pequena parcela das casas legislativas, somando pouco mais de 20% da composição tanto da Câmara quanto do Senado.
No Senado Federal, das 54 vagas em disputa, 12 foram preenchidas por mulheres. É o maior número de senadoras eleitas desde a redemocratização.
Elas foram eleitas no Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima e Santa Catarina. O PL elegeu o maior número: três senadoras. Na sequência, o PT, com duas. A maioria representa partidos da direita e da centro-direita. Segundo levantamento da organização Mulheres Negras Decidem, nenhuma das eleitas ao Senado é negra.
Eles terão mandato até 2035. Com o resultado, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, o que representa 22% das 81 cadeiras do Senado.
Já na Câmara dos Deputados, das 513 vagas, 109 foram preenchidas por mulheres, o que corresponde a 21% do total. É a maior porcentagem, desde que as mulheres puderam ocupar o cargo.
Os estados que não elegeram nenhuma mulher para a Câmara são Piauí e Roraima, além do Distrito Federal. São Paulo elegeu 16, Minas Gerais, 11 e Rio de Janeiro 10. Com relação aos partidos, PT elegeu 21 deputadas; PL 20; PSOL e PCdoB sete cada. Segundo o levantamento da organização Mulheres Negras Decidem, das 109 deputadas eleitas, 15 são negras, aumento de 66% em relação a 2022.
Para Magali Cunha, pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião, o aumento da participação feminina tanto na Câmara quanto no Senado é positivo, mas ainda longe do ideal, especialmente a de mulheres negras.
Ainda segundo ela, pautas voltadas a mulheres devem ser contempladas pelas eleitas, mas de um ponto de vista mais conservador e alinhado à direita.
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