Às vésperas da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível prorrogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o ex-presidente prestou, nesta terça-feira (23) depoimento sobre uma pistola apreendida com um de seus seguranças, em uma blitz da Polícia Militar em Brasília. A arma, registrada em nome de Bolsonaro, leva questionamentos sobre o cumprimento das condições impostas no regime domiciliar.
Policiais civis passaram cerca de 40 minutos na residência de Bolsonaro, mas durou o depoimento durou cerca de cinco minutos. Segundo o advogado que acompanhou a oitiva, o ex-presidente repetiu o que já tinha declarado anteriormente, afirmou que, ao manusear a arma, constatou um defeito e solicitou a um dos seus seguranças, com experiência em manutenção de armas, que verificasse o problema.
A defesa afirmou ainda que em nenhum momento houve intenção de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de um episódio sem relevância criminal. E, além disso, que aguarda o arquivamento do inquérito.
Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, a ser reavaliada até esta quinta-feira (25) pelo STF, e a dúvida é saber se esse episódio vai pesar na decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A opinião dos advogados do ex-presidente é a de que isso não deve prejudicar a manutenção da domiciliar, já que as medidas cautelares não previam a entrega de armas.
No caso da Polícia Civil, o inquérito segue em andamento e deve apurar se houve alguma irregularidade relacionada ao transporte ou à posse da arma, além das circunstâncias em que ela foi encontrada.
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