Em São Paulo, a polícia encontrou mais uma forma de lavagem de dinheiro do crime organizado: lojas de brinquedos em shoppings. A participação do dinheiro de fontes ilícitas na economia é cada vez maior.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços comerciais. As ações de hoje (22) se somam às operações dos últimos meses e revelam as estratégias do crime organizado para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com atividades criminosas.
A operação desta quarta-feira revelou que parte desse dinheiro era lavado em lojas de brinquedos infantis localizadas em shoppings da capital paulista, de Guarulhos e de Santo André. Segundo o Ministério Público, esses estabelecimentos pertencem a familiares de um traficante assassinado em 2022.
Em agosto, operações da Polícia Federal e da Polícia de São Paulo trouxeram à tona um complexo esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. Nesses locais, além de lavar dinheiro, os criminosos adulteravam os combustíveis com metanol importado por empresas de fachada. A rede movimentou R$ 52 bilhões em quatro anos.
As investigações também apontam que o dinheiro proveniente do tráfico e até de jogos ilegais era depositado em fundos de investimento e em fintechs, aproveitando a falta de fiscalização que existia nesse tipo de financeira. O dinheiro também podia ir para motéis, padarias e para a construção civil e, depois, ser encaminhado para o sistema bancário tradicional.
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