O bloqueio da marinha americana contra navios que tentarem acessar os portos iranianos entrou em vigor na segunda-feira (13). Apesar disso, pelo menos três petroleiros passaram pelo Estreito de Ormuz esta manhã e entraram no Golfo Pérsico, no primeiro dia completo do bloqueio dos Estados Unidos a embarcações que atracam em portos iranianos.
Segundo dados de navegação analisados pela agência de notícias Reuters, duas das embarcações, uma delas de propriedade chinesa, já haviam sido sancionadas pelos Estados Unidos por negociarem com o Irã. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos é perigoso e irresponsável e que só agravaria as tensões.
Ontem, o presidente Donald Trump ameaçou destruir qualquer navio iraniano que se aproximar do bloqueio, da mesma forma que fez com embarcações no Caribe durante operações contra o tráfico de drogas. Já o regime iraniano, que bloqueia o trânsito no Estreito de Ormuz há mais de um mês, chamou a ação dos Estados Unidos de ilegal e um exemplo de pirataria.
Em mais uma crise dentro da Aliança Militar, países da Otan desmentiram Donald Trump e afirmaram que não vão se envolver no plano dele de bloquear o Estreito de Ormuz. A recusa é mais um ponto de atrito com Trump, que já ameaçou se retirar da Otan.
Na próxima sexta-feira, a França deve realizar uma conferência com o Reino Unido e outros países para criar uma missão multinacional para tentar restaurar a navegação no estreito. Sinais de que a navegação não foi interrompida e o diálogo diplomático podem ajudar a acalmar os mercados de petróleo, levando os preços de referência a ficar hoje abaixo de US$ 100.
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