Programação reúne educadores e pesquisadores para debater inclusão de pessoas com deficiência física
A programação da segunda edição dos Encontros Inclusivos na Fundaj, iniciativa realizada por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), teve início na noite desta terça-feira (25), no campus Ulysses Pernambucano, no Derby. O programa é voltado para profissionais da educação e promove trocas de conhecimento entre educadores e pesquisadores de referência na área com a intenção de discutir alternativas e avanços para inclusão de pessoas com deficiência na educação.
“Nós, enquanto uma instituição que também é formadora [de profissionais], com pesquisas, com os três mestrados, cursos de especialização de longa e curta duração, temos um compromisso na educação, que é essa busca de produzir educação pública e qualidade”, destacou Ana Sousa Abranches, diretora de Formação Profissional e Inovação (Difor).
A programação contou com a participação dos pesquisadores e professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Viviane Louro, Cinthia Vasconcelos e Nivaldo Vasconcelos, que abordaram temas como práticas inclusivas em sala de aula, capacitismo e o desenvolvimento de tecnologias assistivas para estudantes com paralisia cerebral severa.
Ocupando a Sala de Leitura Nilo Pereira, a mesa temática foi aberta com Cinthia Vasconcelos, que também é pesquisadora e integrante do projeto NeuroBeep. Ela fez uma introdução rápida sobre os conceitos da educação inclusiva para pessoas com deficiência física. A partir de perguntas dos espectadores e relatos de casos clínicos, ela debateu como os educadores podem tornar o ensino mais inclusivo, além das barreiras físicas e sociais que impedem uma participação plena de estudantes com necessidades específicas.
Em seguida, a professora Viviane Louro, referência no campo da educação musical inclusiva, compartilhou suas experiências como pessoa com deficiência física e professora de música para pessoas com deficiência. A partir de seu relato, ela construiu reflexões sobre como abordar, na sala de aula, as necessidades de cada aluno e como a maioria das dificuldades de ensino surgem, antes de tudo, devido a atitudes capacitistas em relação à competência de aprendizado.
A última fala da noite ficou com o professor pesquisador e coordenador do projeto NeuroBeep, Nivaldo Vasconcelos. Ele explicou os procedimentos da pesquisa e a infraestrutura montada através do projeto, que foca na criação de tecnologias assistivas na educação para estudantes com paralisia cerebral severa. A apresentação demonstrou os critérios científicos definidos pelos professores para a avaliação da aprendizagem e como foram desenvolvidas as interfaces robóticas utilizadas pelos alunos.
Depois das palestras, a conversa foi aberta para perguntas e trocas com as educadoras. Foram levantadas questões sobre a implementação de projetos como o NeuroBeep nas escolas e sobre como instrumentos semelhantes àqueles desenvolvidos pelos pesquisadores podem chegar aos estudantes da rede pública.
Esta edição segue até a próxima sexta-feira (28). A semana é a segunda de quatro planejadas para os Encontros Inclusivos, cada uma delas voltada para um tipo específico de deficiência, nesse caso as deficiências físicas. A terceira edição, em setembro, será voltada para deficiências auditivas; e a quarta, em outubro, para deficiências visuais.


