Evento reuniu especialistas, pesquisadores, profissionais da educação e público em geral para discutir políticas públicas, acessibilidade e os desafios da inclusão
Promover um espaço de diálogo, formação e sensibilização sobre educação inclusiva, acessibilidade e os direitos das pessoas com deficiência. Com esse propósito, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), realizou, nesta terça-feira (28), a abertura do primeiro dos quatro Encontros Inclusivos na Fundaj. Com o tema "O Estatuto da Pessoa com Deficiência e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: o debate necessário", a programação reuniu especialistas, pesquisadores, profissionais da educação, estudantes e a sociedade civil em um amplo espaço de reflexão e construção coletiva de conhecimentos.
A abertura foi conduzida pela diretora de Formação Profissional e Inovação (Difor), Ana Sousa Abranches, e por Mariana Rosa, do Instituto Cáue e membro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Durante o encontro, foram discutidos os desafios contemporâneos da educação inclusiva e a necessidade do fortalecimento de políticas públicas voltadas à garantia de direitos.
Para Ana Abranches, a realização do encontro reforça o compromisso da Fundação com o avanço da inclusão. "Sabemos que ainda precisamos avançar, com políticas públicas efetivas, mais investimentos na educação e diálogo permanente. Agradeço a todos que aceitaram o convite e contribuíram para tornar este encontro um espaço de reflexão e construção coletiva", destacou.
Na sequência, a mesa temática "Transtorno do Espectro Autista: entre desafios e possibilidades" aprofundou o debate sobre neurodiversidade, reunindo os especialistas Carol Mota, Rafaela Asfora e Allan Maykson, com mediação de Carlos Lucena. As discussões abordaram diferentes perspectivas sobre os desafios e as possibilidades da inclusão, reforçando a importância de práticas educacionais cada vez mais acessíveis e acolhedoras.
Ao avaliar a programação, Mariana Rosa ressaltou a relevância de criar espaços de diálogo qualificado sobre o tema. "Esse debate foi fundamental porque, no dia a dia, muitas vezes não temos tempo para aprofundar essas questões, enfrentar os tabus e dialogar com diferentes perspectivas. Quando isso acontece com compromisso ético, profundidade e abertura para ouvir, todos saem fortalecidos", afirmou.
Participante do encontro, a professora do Atendimento Educacional Especializado do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, Ana Cláudia Albuquerque, destacou a potência da iniciativa para o fortalecimento da educação inclusiva. "Este encontro é um divisor de águas para o fortalecimento das discussões sobre inclusão. Começar essa série de encontros com o tema da neurodiversidade renova a esperança de avanços na educação inclusiva em Pernambuco", avaliou.
A programação dos Encontros Inclusivos na Fundaj continua até a sexta-feira (31), com sessão debate do longa-metragem "A Fabulosa Máquina do Tempo", no Cinema da Fundação/Derby, além de oficinas.

