As negociações entre os Estados Unidos e o Irã em busca de uma solução para a guerra no Oriente Médio começaram hoje (11) no Paquistão. De um lado, o presidente americano, Donald Trump, quer o fim definitivo do programa nuclear iraniano. De outro, o governo do Irã quer garantir o direito de produzir energia nuclear, além de pedir que o cessar-fogo se estenda ao Líbano, que tem sofrido ataques diários de Israel.
As delegações dos dois países foram recebidas pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, responsável por mediar a reunião. Além do fim da guerra, o Irã pede o desbloqueio dos ativos e contas do país e apoio para reconstruir o que foi destruído.
De acordo com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Ismael Baghaei, a paz também passa pela interrupção dos ataques, inclusive no Líbano, e pelo direito de o país produzir energia nuclear.
Já os Estados Unidos, representados pelo vice-presidente J.D. Vance, são taxativos em defender o término total do programa nuclear iraniano. Outra demanda americana é a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio.
O presidente Donald Trump postou hoje pelas redes sociais que começou o processo de liberação do estreito. De acordo com ele, 28 minas instaladas na região foram destruídas. O governo iraniano nega essas informações. Hoje, os primeiros petroleiros passaram pelo Estreito de Ormuz: dois navios da China e um da Libéria.
Mas todo esse esforço para tentar acabar com a guerra ainda não sensibilizou Israel, que continua bombardeando o Líbano. Mais um ataque foi registrado hoje, no sul do país. Mas há uma expectativa para o fim das hostilidades: foi confirmada uma reunião entre Líbano e Israel para a próxima terça-feira (14), em Washington, nos Estados Unidos.
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