O Estreito de Ormuz segue fechado em meio ao impasse na guerra entre Estados Unidos e Irã. A região é responsável pela passagem de grande parte do petróleo mundial, o que pressiona a alta do preço do barril no mercado internacional.
Há previsão de uma nova rodada de negociações de paz entre Irã e Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deve ir a Islamabad, no Paquistão, para um encontro, mas ainda não está claro se os EUA participarão diretamente. A possibilidade de negociação ocorre após o fracasso de uma reunião no início da semana, que levou ao adiamento do fim do cessar-fogo anunciado por Donald Trump.
Entre os pontos de discórdia está o controle do Estreito de Ormuz. Autoridades iranianas defendem o reconhecimento de sua soberania sobre a área, enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio a portos iranianos para pressionar economicamente o país.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio está se ampliando e que tentativas de instalação de minas no Estreito serão consideradas violações do cessar-fogo. O presidente Donald Trump ordenou que a Marinha destrua embarcações envolvidas nesse tipo de ação.
O impasse bloqueou grande parte das exportações que passam pelo Estreito, por onde circulava cerca de 20% do petróleo mundial em tempos de normalidade. O preço do barril chegou a superar os 100 dólares antes de recuar com o início das negociações. O querosene de aviação subiu ainda mais, pressionando custos operacionais de companhias aéreas europeias, que anunciaram cancelamentos de voos e aumento das passagens.
Chefes de Estado da União Europeia devem se reunir com aliados árabes no Chipre para discutir a crise no Irã e os impactos na segurança energética do continente.
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