Estreante no setor de transportes, consórcio Rota Verde vence leilão e vai investir R$ 6,7 bi nas BRs-060/452/GO
Grupo controlado por fundo de investimentos será gestor da Rota Verde durante 30 anos. Objetivo da concessão é expandir a capacidade de fluxo na região, a segunda maior produtora de grãos do Brasil Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
12/12/2024 18h34
Atualizado em 12/12/2024 18h43
Ministro bate o martelo para encerrar o leilão da Rota Verde - Foto: Marcio Ferreira/MT
Representantes do Consórcio Rota Verde: grupo resolver enfrentar desafio de administrar rodovias - Foto: Marcio Ferreira/MT
Entre os destaques, estão 32 quilômetros de duplicação, outros 122 de faixas adicionais, 29 quilômetros de vias marginais e um ponto de parada e descanso para caminhoneiros, os maiores usuários da rota. - Foto: Jeff D'Avila/ ANTT
A concessão da Rota Verde (BR-060/452) vai proporcionar: serão R$6,7 bilhões em investimentos que transformarão essas estradas - Foto: Jeff D'Avila/ ANTT
Com um desconto de R$ 18,07% sobre a tarifa básica de pedágio, o Consórcio Rota Verde venceu, nesta quinta-feira (12), o leilão para administrar as BRs-060/452/GO, a chamada Rota Verde. Estreante no setor de infraestrutura de transportes, o grupo empresarial ficará responsável pela administração do sistema rodoviário em Goiás pelos próximos 30 anos, devendo investir R$ 6,87 bilhões em obras de aumento de capacidade e novos serviços aos usuários (Capex e Opex). Quatro grupos participaram da disputa.
Com 426,20 quilômetros de extensão, a Rota Verde contempla o trecho Goiânia - Rio Verde - Itumbiara e é um dos principais corredores logísticos do país para o escoamento de grãos, principalmente soja e milho. A região concentra importantes multinacionais de commodities e é também palco de grandes feiras e eventos de agronegócios, que movimentam a economia e o turismo do estado.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, trata-se do maior investimento em concessões rodoviárias do estado de Goiás. “Tivemos um leilão exitoso, com um desconto que vai garantir a eficiência do contrato e viabilizar um trânsito mais fluido e seguro para todos que passarem pela rodovia”, destaca.
Conforme Renan, essa concessão trará benefícios para quem acessa o Triângulo Mineiro e viaja em direção à BR- 262/GO, a Rota do Zebu, concedida recentemente . “Será uma rodovia estratégica para os motoristas que saem da BR-452 e pegam a BR-153 para ir para o sul do Brasil levar grãos ao Paraná e a Santa Catarina para alimentar os rebanhos, ou pegam a BR-262 em direção aos portos para exportação ou em direção a Minas Geras e São Paulo”, completou.
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Parcerias
O ministro destacou a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na estruturação do projeto. Segundo o diretor de Planejamento e Relações Institucional da instituição, Nelson Barbosa, o BNDES vem retomando o protagonismo no financiamento dos investimentos em várias frentes, incluindo captação, o que representa uma soma de esforços e recursos. “Estamos contribuindo com o crescimento do país para gerar emprego e renda para a população. Neste ano, já aprovamos R$ 17 bilhões para financiar concessões rodoviárias”, destacou.
O ministro Renan Filho também agradeceu a confiança da iniciativa privada, que cada vez mais participa dos leilões de concessões rodoviárias do país: nesta quinta-feira, sete grupos participaram dos leilões do lote 3 do Paraná e da Rota Verde. Vencedor do último leilão desta quinta, o Consórcio Rota Verde concretiza uma nova fase na plataforma de concessões do escritório Azevedo e Travassos, sob a liderança da Reag Investimentos. O controle do consórcio é do fundo de investimentos Aviva, gerido pela 4i Capital – com a Azevedo e Travassos entre os sócios –, e tem também participação da construtora goiana Tecpav.
O leilão da Rota Verde recebeu propostas iniciais de quatro grupos: 0,90%, do Consórcio infraestrutura GO; 10,88% da Rota do Cerrado; 13,50%, do BTG Pactual e 15,27%, do Consórcio Rota Verde. A pequena diferença entre as margens ofertadas levou a disputa para os lances em viva voz: foram 28 no total, durante 14 rodadas. Com diferenças de 0,10% a cada lance, BTG Pactual Infraestrutura III e o Consórcio Rota Verde foram os que mais avançaram na disputa. E o consórcio levou a melhor, ao ofertar 18,07% de desconto sobre o valor do pedágio.
“Alinhados aos objetivos sociais e ambientais, sob a liderança da Reag Investimentos, com o time Tecpav, nós entendemos que o CN1 [Rota Verde] seria a oportunidade ideal para iniciarmos nossa participação em leilões de rodovias”, concluiu o representante do consórcio, Igor Clemente, ao falar sobre o desafio que agora o grupo assume, de administrar rodovias federais.
Assessoria Especial de Comunicação****Ministério dos Transportes
Categoria Infraestrutura, Trânsito e Transportes
Tags: Rota verdeConcessõesLeilão RodoviasSão Paulo
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