A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (13/11) o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A ação ocorre em 14 estados e no Distrito Federal. Foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão. Todas essas medidas foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Superior Tribunal Federal (STF).
Stefanotto é acusado de facilitar as fraudes em troca de propinas. Ele foi demitido da presidência do INSS em abril deste ano, quando foi revelado o esquema de fraudes. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão dois parlamentares: o deputado federal Euclydes Pettersen Neto, do Republicanos de Minas Gerais, e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo, do PSB do Maranhão, que também é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Águas.
Outro investigado, o ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, passa a ser monitorado com tornozeleira eletrônica. Entre os alvos dos mandatos de prisão preventiva estão dirigentes de entidades responsáveis pelos descontos ilegais, o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, que estaria foragido, e o ex-diretor de benefícios do INSS, André Fidelis.
A defesa do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, alegou que não teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão do cliente e que vai tomar as providências necessárias. Os advogados acrescentaram que a prisão é completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado embaraço à apuração, colaborando desde o início com as investigações. E destacaram que seguem confiantes de que no fim do processo ficará comprovada a inocência do cliente.
Por sua vez, deputado Euclydes Pettersen, do Republicanos de Minas Gerais, afirmou que apoia integralmente o trabalho das autoridades competentes e se coloca à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. O Repórter Brasil Tarde entrou em contato com a defesa dos outros alvos da operação, mas ainda não obteve retorno.
A Operação Sem Desconto, feita em conjunto com a Controladoria Geral da União, apura os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção e ocultação de patrimônio.
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