A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram hoje (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Foram cumpridos mais de 70 mandados de busca e apreensão ou de prisão preventiva em 15 estados. Entre os presos está o ex-presidente do INSS, Alessandro Steffanutto.
Steffanutto permaneceu na presidência do INSS por quase dois anos. Ele foi exonerado do cargo em abril deste ano, logo após a primeira fase da Operação Sem Desconto. Na ação de hoje, a PF apura crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
Os agentes também cumpriram mandado contra o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social do governo Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira.
Steffanutto e Oliveira já prestaram depoimento à CPMI do INSS, que também investiga os descontos ilegais. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, afirmou hoje que a PF chegou a pessoas-chave do esquema.
Ao todo, os mandados foram cumpridos em 15 estados. Também foram alvo o deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos de Minas Gerais, e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo, do PSB do Maranhão. Pettersen teria vendido um avião a uma das entidades investigadas. Já Edson Cunha é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, que também é suspeita de participação no esquema.
Por fim, o governo prorrogou até fevereiro do ano que vem o prazo para aposentados e pensionistas solicitarem o ressarcimento dos valores descontados ilegalmente. O prazo terminaria amanhã.
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