O governo anunciou nesta terça-feira (21) que vai enviar ao Congresso dois projetos de lei com as medidas de ajuste fiscal que estavam na medida provisória rejeitada pela Câmara dos Deputados no início do mês.
Atualmente o orçamento é o maior problema do Congresso e do governo, e ainda não há acordo para avançar nessa pauta. Tanto que a votação da LDO, prevista para hoje, foi mais uma vez adiada para a semana que vem, a pedido do governo, por falta de acordo sobre a reposição de receitas no orçamento de 2026.
Isso tem a ver com a medida provisória que foi rejeitada pela Câmara e que previa aumento de arrecadação a partir, por exemplo, da taxação de aplicações financeiras. A ideia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é enviar, talvez ainda nesta, ao Congresso, dois projetos de lei para resolver esse buraco deixado nas contas do governo.
Esses novos projetos tratam, por exemplo, do controle de gastos e da taxação das bets e das fintechs, e podem injetar cerca de R$ 20 bilhões no orçamento. O grande problema está na negociação para fazer com que esses projetos e a LDO sejam aprovados antes do recesso parlamentar, para não travar as contas públicas no ano que vem e nem bloquear investimentos.
Mais cedo, o ministro Fernando Haddad falou mais cedo sobre a importância de equilibrar o orçamento do governo para o ano que vem.
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