Às vésperas de completar 60 anos de idade, a Norma Rangel precisou se recolocar no mercado de trabalho. De lá para cá são 12 anos como representante comercial de uma empresa de lubrificantes. Contrato de carteira assinada e trabalho home office.
Além da ocupação formal, a Norma também é militante pelos direitos das pessoas com mais de 60 anos. E no meio disso, ainda encontra tempo para ir ao teatro.
A população no Brasil está envelhecendo. Mas o percentual de pessoas com mais de 60 anos que continua trabalhando está crescendo ainda mais rápido. Atualmente, uma em cada quatro pessoas nessa faixa etária está trabalhando. São 8,7 milhões de pessoas. Mais da metade, atuando na informalidade.
Não há uma explicação única para o aumento da participação dos idosos no mercado de trabalho. Por um lado, há aumento da expectativa de vida. O percentual de idosos em relação ao total da população cresce ano a ano. E essas pessoas se mantêm ativas por mais tempo. Por outro lado, existem as dificuldades financeiras. As aposentadorias, muitas vezes, não cobrem o custo de vida.
A entrada de pessoas mais experientes nas empresas pode trazer vantagens, até pela conexão com esses consumidores cada vez mais importante. Mas, para isso, o mercado ainda precisa se adaptar.
“Ter pessoas mais próximas dessa faixa etária dentro da empresa, convivendo com os mais jovens que trazem frescor, inovação, vai garantir um equilíbrio e proximidade, vai fazer com que a fala que aquele 50 mais está acostumado seja mais fácil de ser divulgada”, defende Norma.
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