Os dados oficiais sobre o volume de compra e venda de mercadorias com o exterior foram divulgados ontem. Hoje, você confere como alguns setores foram afetados e como foi importante pensar em diversificar mercados para se proteger das tarifas.
O setor de móveis foi um dos mais impactados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. A queda nas exportações resultou na perda de cerca de nove mil empregos em todo o país. Segundo representantes do setor, não há como realocar esses produtos para outros mercados de forma rápida, o que causa um impacto significativo.
As maiores quedas nas exportações para os Estados Unidos ocorreram justamente nos produtos taxados em 50%. O açúcar teve uma redução de 77%, a carne bovina caiu 58% e o café, 29%. Na média, no mês de setembro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 20% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Por outro lado, alguns produtos com tarifas mais baixas registraram aumento nas exportações, como aeronaves, produtos de ferro e aço e equipamentos de engenharia civil. O suco de laranja, por exemplo, teve alta de 16% em setembro.
Apesar da tarifa de 50%, o total das exportações brasileiras alcançou um recorde no mês, com alta de 7,2%, somando 30 bilhões de dólares em vendas ao exterior. A carne bovina registrou crescimento de 55% no valor exportado, com destaque para a China, que aumentou as compras em 75% em relação a setembro do ano passado, tornando-se o principal comprador do produto.
O café também apresentou alta de 11% no valor exportado no mês. A Colômbia, um dos maiores produtores mundiais, aumentou em 500% as compras de café brasileiro, e a China, em 200%.
Especialistas explicam que o aumento das exportações foi influenciado por fatores climáticos e geopolíticos, que afetaram a oferta e os preços internacionais. Eles avaliam ainda que o Brasil tem conseguido superar as barreiras impostas pela tarifa de 50% e acreditam em um possível alívio nas restrições dos Estados Unidos nas próximas semanas.
De acordo com analistas, as importações brasileiras representam insumos essenciais para diversos setores da economia norte-americana, o que pode contribuir para uma redução das tarifas em breve.
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