Um levantamento da Serasa mostra que quatro em cada dez brasileiros que estão com dívidas em atraso, já estavam com nome negativado há uma década. Também chama a atenção que número de brasileiros com contas em atraso cresceu 38% nesse período.
O estudo também mostra que 48% ganham até um salário mínimo e a maioria das dívidas é com bancos e financeiras. No Norte e no Nordeste, as famílias chegam a destinar até 80% da renda para pagar contas básicas e dívidas.
E nesses 10 anos, o perfil do endividado mudou. Houve avanço da inadimplência entre a população com mais de 60 anos, passando de 12% do total para 19% agora. As mulheres também passaram a ser maioria. Dados do Banco Central também mostram que o endividamento das famílias ficou em 49,7% em janeiro. Quando a gente retira desse valor o financiamento imobiliário, o endividamento ficou em 31,3% no primeiro mês do ano.
Esses números são uma preocupação para o poder público. O governo federal lançou, por exemplo, o Desenrola Brasil e o consignado do FGTS e agora estuda criar um fundo para facilitar a negociação das famílias que estão em situação de superendividamento.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que recebeu um estudo da Federação Brasileira de Bancos e que teve, hoje, uma reunião com o presidente Lula para falar sobre esse fundo, mas não antecipou nenhuma medida.
A gente lembra que 8 em cada 10 brasileiros dizem que vão buscar educação financeira para melhorar a vida em 2026.
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