Grupo de pesquisa do INES reúne interessados em tradução e interpretação de línguas de sinais
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Publicado em
12/12/2024 10h36
Atualizado em 16/12/2024 14h27
27/11/2024
O grupo de pesquisa Tradução de Textos e Interpretação de Línguas de Sinais Brasileiras (GP Tratilsb), vinculado ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), está aceitando novos integrantes com interesse em estudar traduções e interpretações de gêneros textuais impressos em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Criado em abril deste ano, o grupo se reúne uma vez por mês, às sextas-feiras, das 13 às 15h, virtual ou presencialmente. No mês de outubro, foram concluídas atividades relacionadas aos primeiros textos trabalhados.
Para participar, é recomendado que os interessados tenham proficiência ou formação em curso básico de Libras, ou atuem em contato com surdos usando a Libras. Também é necessário ter disponibilidade para realizar leituras, estudos e pesquisas sobre o tema, e entrar em contato com o tradutor intérprete de Libras/Língua Portuguesa (TILSP) do INES Glauber Lemos, que idealizou e hoje lidera o GP Tratilsb (atualização em 16/12: devido à alta procura após a notícia, o grupo informa que não está mais aceitando novas solicitações no momento).
Grupo de pesquisa teve início este ano
A iniciativa tem como objetivo central investigar, em contexto estadual e nacional, os aspectos históricos, sociais, culturais, trabalhistas, profissionais e tecnológicos relativos à tradução e interpretação de línguas de sinais. A ideia partiu de uma lacuna observada por Glauber: "Nos últimos anos, no Brasil, houve fomento de muitas políticas públicas referentes aos TILSP e aprofundamento de pesquisas acadêmicas, consolidando, assim, a subárea disciplinar ETILS (Estudos da Tradução e Interpretação de Línguas de Sinais). No INES, no entanto, não havia um grupo de pesquisa cadastrado com foco nos ETILS, apesar de termos aqui mais de 60 profissionais TILSP", afirma.
Atualmente, o grupo conta com oito pesquisadores, entre tradutores-intérpretes vinculados ao INES e a outras instituições, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). "Neste momento, nos preocupamos em investigar como os diversos gêneros textuais impressos podem ser traduzidos em textos-vídeos em Libras e ser identificados pela comunidade surda. O primeiro selecionado foi o gênero textual jornalístico. O próximo texto é de uma cartilha jurídica", explica Glauber.
A atividade em torno da reportagem estudada pelo GP Tratilsb pode ser conferida nos links a seguir:
Vídeo produzido pelo grupo de pesquisaRelato e análise da atividade
Categoria Educação e Pesquisa




