A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completou um mês sem sinais de uma resolução. A semana começou com novos ataques aéreos sobre Israel e o Irã. Do lado iraniano, Teerã registrou apagões depois que foi atingida. Projéteis também foram avistados sobre Jerusalém e Cisjordânia. Enquanto a guerra continua, o presidente Donald Trump seguiu com os discursos ambíguos: no final de semana voltou a alegar que as negociações com o Irã estariam avançando e que os novos líderes seriam mais razoáveis.
Ao mesmo tempo, continuou com ameaças de tomar o petróleo do Irã e de se apoderar da ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações do produto pelo país persa.
Nesta segunda-feira (30), no entanto, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, negou qualquer negociação e classificou as exigências americanas como irrealistas e excessivas. Na TV estatal do Irã, o governo confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, em um ataque israelense na semana passada.
No fronte da guerra, a refinaria de Haifa, no norte de Israel, voltou a ser atingida hoje. Não há confirmação se o ataque partiu do Irã ou do Hezbollah, no Líbano. Segundo o governo israelense, apesar do fogo, a produção de combustível não foi afetada.
No final de semana, Israel ampliou as operações de ocupação no sul do Líbano, sob a justificativa de impedir o lançamento de foguetes do Hezbollah. A capital Beirute foi alvo de ataques. O Ministério da Saúde do Líbano informa que as operações israelenses já deixaram mais de 1.200 mortos. Milhares estão refugiados, incluindo idosos e crianças.
Nos Estados Unidos, quase um milhão de pessoas, contrárias à guerra, foram às ruas no domingo em 3.100 manifestações do No Kings (Não há reis), em cidades como Nova York, Los Angeles e a capital Washington. Foi o maior protesto de rua em um único dia já registrado.
Na Europa, o chanceler alemão, Friedrich Merz, alertou que, depois de um mês, a guerra contra o Irã aumentou os preços da energia para as famílias e pode ter um impacto econômico semelhante à pandemia da Covid-19. Hoje, o preço do barril de petróleo tipo brent operou em alta, perto de R$ 110 dólares.
Compartilhar:
