O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (05) um amplo estudo sobre as dificuldades que os moradores das favelas brasileiras têm que enfrentar no dia a dia para se locomover no entorno e no acesso às comunidades. Segundo os dados apurados em 2022, 8,1% da população brasileira vivem em mais de 12 mil favelas.
Foram avaliadas condições como pavimentação, bueiros, pontos de ônibus, rampas e outros elementos de mobilidade no entorno das favelas e comunidades urbanas do país. Os números mostram um retrato de vulnerabilidade que impacta a circulação, a segurança e o acesso de moradores com mobilidade reduzida.
Quando o assunto é calçada sem obstáculo, as favelas que ficam em morros tiveram o pior resultado. A Rocinha, no Rio de Janeiro, está entre as últimas posições do ranking: apenas 0,1% dos moradores conseguem se locomover com segurança.
A pesquisa também avaliou a pavimentação das ruas. Em todo o Brasil, 78,3% das vias têm condições de locomoção para veículos, percentual abaixo do observado fora das favelas, que é de 91,8%. A iluminação pública, item essencial para a segurança, teve 91,1% de cobertura. Em Paraisópolis, apenas 66,9% dos moradores são atendidos. A Rocinha está nas últimas posições, com 54,3% dos moradores vivendo em vias com iluminação.
A pesquisa do IBGE deve servir de base para orientar ações de prefeituras e governos para melhorias nas regiões.
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