O estado do Rio de Janeiro vive um impasse institucional depois da renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), na segunda-feira (23). Atualmente, o cargo é ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, que tem a função de organizar uma transição.
Nesta semana, em apenas 4 dias, quase que o Rio teve três governadores. Isso só não aconteceu porque a justiça estadual barrou a eleição do deputado Douglas Ruas (PL), ocorrida ontem (26), para a presidência da Assembleia Legislativa.
A sucessão ao governo está sendo debatida no Supremo Tribunal Federal, que tem até a segunda-feira para terminar a votação no plenário virtual. Até agora, a maioria dos ministros votou para confirmar uma eleição indireta para o cargo, com voto secreto dos deputados. Outros quatro ministros do STF defendem que haja uma eleição direta.
Para realizar essa eleição na Alerj, é preciso antes que o Tribunal Regional Eleitoral faça uma nova contagem de votos da última eleição, já que o agora ex-deputado Rodrigo Bacellar foi cassado. Isso deve acontecer na semana que vem.
Tudo isso é relacionado ao governador temporário, o famoso mandato-tampão, que deverá ficar apenas até o final do ano. Em outubro, será realizada uma eleição normal com o voto direto da população.
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