Encontro do InovInmetro debateu como a simplificação de documentos públicos pode ampliar o acesso da população a informações e serviços


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“Este evento nasce de uma inquietação nossa e de muitos colegas no ecossistema da inovação pública. Não é fácil medir como nossas iniciativas estão de fato tocando a vida das pessoas e transformando a realidade de cidadãos e cidadãs. Trouxemos hoje especialistas para debater estratégias que nos permitam conhecer melhor o impacto de nossas ações”, comentou.
O encontro contou com palestras e uma roda de conversa com especialistas no tema. Ricardo Flores, chefe do Serviço de Governança e Gestão da Superintendência do Inmetro no Rio Grande do Sul, apresentou o tema “Desafios no estabelecimento de métricas para a inovação: como a Linguagem Simples pode descomplicar e potencializar o uso de Indicadores”, em que sugeriu uma dupla abordagem sobre a Linguagem Simples.
“A Linguagem Simples não é apenas uma ferramenta de tradução, ela é uma estratégia de inovação. Ao tornar um conteúdo mais palatável, ela amplia o alcance, a apropriação e o impacto das ações públicas", avaliou.
Linguagem simples pra quê?
Na sequência, Welkey Costa, cientista da computação e coordenador do Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça do Ceará (Labluz) abriu a rodada de palestras dos convidados externos com a fala “Linguagem simples pra quê?”, em que destacou a importância de se identificar um propósito claro para experimentos na área de inovação desde o início de seu planejamento, a fim de facilitar a definição de indicadores e a medição do impacto.
Indicadores de impacto: como usar a estratégia a seu favor
Na palestra seguinte, "Indicadores de impacto: como usar a estratégia a seu favor”, Thaís Zschieschang, da empresa Ecossistema de Impacto, enfatizou que a mensuração de impacto exige estratégia, vontade política, institucionalização e acompanhamento contínuo. Thaís propôs uma estratégia que passa pelas fases de definir o propósito; mapear indicadores (qualitativos/quantitativos); coletar, sistematizar e comunicar dados, com linguagem simples; analisar resultados, sucesso e impacto, e ajustar práticas.
“Quando falamos de Linguagem Simples, basicamente, o que a gente está mirando ao final? Uma informação compreendida, utilizada e transformada em ação”, afirmou.
O impacto do Legal design e da Linguagem Simples
Mar Alves, linguista e educadora, que atua no escritório Opice Blum Advogados, encerrou o ciclo de palestras dos convidados externos com a apresentação “O impacto do Legal design e da Linguagem Simples”. Em sua fala, destacou o papel do legal design, considerado uma maneira de avaliar e criar serviços jurídicos com foco em quão usáveis, úteis e envolventes esses serviços são. Mar trouxe exemplos práticos da aplicação de aspectos de linguagem simples, elementos visuais, semiótica e neurociência em documentos, assim como exemplos de como medir o impacto desses materiais.
“Os estudos que pensam o direito visual tentam entender como funciona o nosso processo de leitura, interpretação de texto e de apreensão das informações, para pensar quais elementos visuais eu posso incluir no texto para facilitar esse processo para quem está lendo”, completou.
Na sequência, os especialistas participaram de uma roda de conversa, em que responderam às perguntas do público presente. O evento, que contou com o apoio do Physikalisch-Technische Bundesanstalt (PTB), instituto de metrologia da Alemanha, foi transmitido pelo canal oficial do Inmetro no YouTube, ampliando o alcance das discussões e incentivando outras instituições públicas a adotarem linguagem simples em documentos, formulários, serviços digitais e comunicações oficiais.



