Sistema busca facilitar o compartilhamento de informações e contribuir para o avanço das pesquisas sobre o oceano
O objetivo do INPO, unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi enfrentar um desafio identificado pelo instituto em umdiagnóstico nacional sobre os oceanos: a falta de integração entre as informações oceânicas produzidas no país, atualmente distribuídas em diferentes instituições e bases de dados. No total, 215 pesquisadores se inscreveram de 4 a 15 de setembro deste ano, interessados em testar a plataforma e compartilhar dados de suas pesquisas.
Com o SADD, a proposta é facilitar o compartilhamento dessas informações, ampliar a colaboração entre pesquisadores e aproveitar os dados científicos já existentes.
A analista de tecnologia do INPO, Carla Lage, destaca a importância da ferramenta para a pesquisa científica. “O SADD representa um passo importante para transformar a forma como produzimos e utilizamos dados oceânicos no Brasil”, afirma.
O SADD está em fase de testes e o desenvolvimento está dividido em quatro etapas. Na primeira, o instituto avalia a viabilidade técnica da plataforma e o armazenamento inicial dos dados. Os participantes selecionados entre os 215 inscritos contribuirão para os testes nas diferentes fases.
A segunda etapa será dedicada à organização e à curadoria das informações. Na terceira, o sistema passará por melhorias para permitir a integração com outras plataformas e o acesso de usuários externos em ambiente de testes.
A quarta fase prevê a ampliação do uso de inteligência artificial e a avaliação da criação do Gêmeo Digital do Atlântico Sul, uma representação virtual que poderá apoiar estudos e análises sobre o oceano.
Os testes também permitem a identificação de possíveis falhas e ajustes necessários para melhorar o funcionamento da plataforma e tornar o acesso às informações mais simples e eficiente.




