A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre a morte do office boy Herus Guimarães, de 23 anos, em uma operação policial em uma comunidade do Rio.
Os investigadores concluíram que o policial que disparou o tiro que matou Herus agiu em legítima defesa putativa, indicando que ele acreditou estar em situação de risco naquele momento, mas isso não se confirmou.
Herus foi uma das pessoas atingidas pelos tiros disparados por policiais em operação realizada quando as ruas estavam cheias de pessoas que participavam da festa junina no Morro Santo Amaro, na Zona Sul do Rio, em 7 de junho. A ação deixou outros cinco feridos.
Comandantes dos batalhões envolvidos foram exonerados dias depois. A polícia alegou que os agentes estavam em meio a um cenário de tiros, correria e ataque pesado de traficantes. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que acompanha o caso, manifestou preocupação com a condução das investigações e a indicação de que o agente agiu em legítima defesa quando atirou contra Herus.
Em contato com a nossa equipe, o pai de Herus, Fernando Guimarães, afirmou que a família ficou indignada com o inquérito, e disse ainda que só teve acesso ao resultado pela imprensa.
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