Dias após os Estados Unidos e o Irã firmarem um acordo para interromper a guerra no Oriente Médio, mediadores do dois países cancelaram as negociações planejadas para acontecer nesta sexta-feira (19), na Suíça, colocando em dúvida a efetividade do acordo.
O acordo assinado entre os presidentes dos Estados Unidos e do Irã prevê o fim das operações militares de todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, incluindo a frente libanesa. Mas, apesar de uma diminuição temporária da violência no início desta semana, os combates voltaram a aumentar. Devido à escalada da violência, uma rodada de conversas técnicas entre Estados Unidos e Irã, marcada para hoje na Suíça, foi adiada.
O entendimento entre Washington e Teerã tem enfrentado resistência de diferentes lados. Autoridades de Israel criticam o acordo por considerar que ele não resolve as preocupações relacionadas ao programa nuclear iraniano e limita a liberdade de ação militar contra o Hezbollah no Líbano. E nos Estados Unidos, aliados republicanos de Trump questionam se a Casa Branca fez concessões excessivas ao conceder alívio de sanções econômicas e desbloquear ativos iranianos.
Ontem o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não pagarão o valor de US$ 300 bilhões para ajudar na reconstrução do Irã. O montante é mencionado no texto do acordo de paz firmado entre ele e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. As duas partes têm um prazo de 60 dias para discutir as questões ainda em aberto para encerrar de forma definitiva a guerra, entre elas o destino do programa nuclear iraniano e uma solução para os confrontos no Líbano, ocupado militarmente por Israel.
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