No Oriente Médio, às vésperas da negociação de paz no Paquistão, o Irã voltou a afirmar que não vai participar das reuniões para acabar com a guerra sem que o cessar-fogo seja válido também para o Líbano.
Ataques aéreos israelenses atingiram a cidade libanesa de Sarafand, na manhã desta sexta-feira (10), enquanto o país tenta expandir sua invasão terrestre no sul do Líbano, com a justificativa de combater o Hezbollah. O grupo, aliado do Irã, respondeu aos ataques, lançando foguetes contra assentamentos israelenses na fronteira com o Líbano.
O Irã exige uma trégua no Líbano para dialogar com os Estados Unidos, nas reuniões previstas para acontecer neste fim de semana no Paquistão. O governo dos Estados Unidos nega que o Líbano faça parte do acordo de cessar-fogo, mas nessa quinta-feira (9) foi anunciado que Israel e o Líbano devem manter negociações, em separado, em Washington, na semana que vem. A confirmação ocorreu um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano o mais rápido possível.
Nesta sexta-feira (10) o Ministério da Saúde do Líbano disse que o número de mortos nos ataques israelenses da última quarta-feira subiu para 303. Países como a China, a França e o Canadá condenaram o ataque e manifestaram preocupação sobre a fragilidade do acordo de cessar-fogo em curso no Oriente Médio. O Reino Unido e a União Europeia também pedem que o Líbano seja incluído no acordo de paz.
Nessa quinta-feira (9), em um comunicado divulgado na TV estatal iraniana, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país permanece determinado a vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, e de todos os mortos na guerra. No mesmo comunicado, ele também afirmou que o Irã levará a gestão do Estreito de Ormuz para "uma nova fase".
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