O Irã rejeitou a proposta apresentada pelo Paquistão, que previa um cessar fogo imediato no conflito. A manhã foi de negociações, mas os bombardeios seguem na região, com ameaças de agravamento por todas as partes. Uma espessa coluna de fumaça cobriu o céu de Teerã, capital do Irã, nesta madrugada, enquanto fortes bombardeios atingiam a região.
O Exército de Israel confirmou que matou, em um bombardeio, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi. E o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu país atacou o maior complexo petroquímico do Irã, no que descreveu como um duro golpe econômico para Teerã.
Na capital de Israel, Tel Aviv, pessoas buscaram abrigo enquanto sirenes alertaram sobre mais um ataque iraniano. Nesse domingo (5), um ataque iraniano à cidade portuária de Haifa deixou pelo menos quatro mortos.
No Líbano, o fim de semana também foi de violentos ataques israelenses. Dahieh, cidade onde o Hezbollah está baseado, foi atingida novamente esta manhã, depois que os militares israelenses reiteraram a ordem para que moradores abandonassem a área. Ataques aéreos também atingiram a capital, Beirute, matando pelo menos quinze pessoas.
Esta manhã, o Irã e os Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades que pode entrar em vigor ainda hoje, com possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. A proposta, elaborada pelo Paquistão, prevê um cessar-fogo imediato, seguido de um acordo abrangente para finalizar a guerra. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o regime já formulou sua resposta diplomática à proposta paquistanesa, e a anunciará no momento oportuno. Os Estados Unidos ainda não se manifestaram oficialmente sobre a proposta, mas nesse domingo (5) o presidente Donald Trump afirmou que esperava acordar com um cessar-fogo com o regime iraniano até esta segunda-feira.
EUA ameaça "inferno" se Irã não reabrir a rota do Estreito de Ormuz
E teve a atualização logo depois disso, sobre a resposta do Irã. O principal entrave é que a proposta de paz elaborada pelo Paquistão previa a reabertura do Estreito de Ormuz, que é vital para o mercado mundial de petróleo e está fechada há um mês pelo Irã. Mas o país já afirmou que não vai abrir o estreito como parte de um cessar-fogo temporário.
Nesse domingo (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ameaçou "causar um inferno em Teerã" caso o país não chegue a um acordo até esta terça-feira (7) que permita a retomada do tráfego na rota. Em sua rede social, Donald Trump voltou a ameaçar o Irã dizendo que o prazo que ele deu para reabrir o Estreito de Ormuz estava se esgotando. Em sua rede social escreveu: "Lembram-se quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando - 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!".
Mais tarde, Trump endureceu o discurso e em uma linguagem ainda mais agressiva ameaçou atacar a infraestrutura civil iraniana. "Terça-feira será o dia da usina elétrica e o dia da ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno - AGUARDEM! Louvado seja Alá." Em resposta, o Irã afirmou que o Oriente Médio vai "arder em chamas", se o presidente dos Estados Unidos for imprudente.
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