Israel voltou a atacar o Líbano, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo entre os dois países. Ataques de drones israelenses foram registrados em várias cidades do sul libanês. Nessa quarta-feira (3), em uma declaração conjunta, Israel e Líbano concordaram em implementar um cessar-fogo e criar zonas-piloto sob controle do exército libanês. A trégua está condicionada à suspensão completa dos ataques do Hezbollah.
O grupo libanês não participou das negociações, conduzidas com mediação dos Estados Unidos. Na terça-feira (2), um alto dirigente do Hezbollah afirmou que o grupo xiita não aceitaria um cessar-fogo parcial com Israel.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o acordo de trégua dá ao exército israelense liberdade para atacar Beirute caso o Hezbollah volte a atingir comunidades israelenses. Ele também reiterou que as operações militares no sul do Líbano continuarão.
Em tese, um acordo de cessar-fogo está em vigor no Líbano desde 17 de abril, mas vem sendo desrespeitado tanto por Israel quanto pelo Hezbollah.
O fim das hostilidades no Líbano é uma das condições impostas pelo Irã para o avanço das negociações de paz com os Estados Unidos.
Ainda sobre o conflito no Oriente Médio, ontem Donald Trump sofreu uma derrota na Câmara dos Representantes, que aprovou um texto limitando os poderes do presidente americano na guerra contra o Irã e determinando a retirada das tropas da região. A resolução, aprovada com o voto de quatro parlamentares republicanos, ainda precisa passar pelo Senado.
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