Israel voltou a atacar a cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, na manha desta terça-feira (9), matando pelo menos oito pessoas. As mortes aconteceram após um único ataque na periferia leste da cidade, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Na semana passada, o exército israelense afirmou que militantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, estavam escondidos na região, sem apresentar provas. Pouco antes do ataque, o exército israelense emitiu um alerta de evacuação online para toda a cidade.
O ataque aconteceu um dia após Irã e Israel anunciarem que suspenderiam os ataques mútuos, após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Irã, no entanto, alertou que responderá com mais força caso os ataques israelenses continuem, inclusive no sul do Líbano.
A mais recente guerra no Líbano eclodiu quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio ao Irã. Israel retaliou com ataques pesados e uma invasão terrestre que ocupou vastas áreas do sul do país. Desde então, mais de 3.800 libaneses já morreram e um milhão, deslocados.
O governo americano vinha mediando conversas para encerrar o conflito no país que, em tese, está sob acordo de cessar-fogo desde 17 de abril, mas que é sistematicamente desrespeitado tanto por Israel quanto pelo Hezbollah. O fim das hostilidades no Libano é uma das condições exigidas pelo Irã para as negociações de um acordo de paz na guerra com os Estados Unidos.
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