Realizado pela Fundaj, o evento foi realizado no Campus Ulysses Pernambucano
O segundo e derradeiro dia do seminário de escrita criativa da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) deu continuidade às reflexões sobre o impacto social e terapêutico da palavra escrita e falada. Em sua quarta edição, o seminário “Mediação de Leitura: construindo sentidos para a prática; Mediação Literária e Cuidado Coletivo: narrar, lembrar, pertencer, transformar" foi realizado nos dias 24 e 25 de agosto no Campus Ulysses Pernambucano, no Derby, promovido pela Biblioteca Blanche Knopf, vinculada à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca).
O evento no último dia foi aberto com contação de história feita por Adriana Monteiro, do projeto “Ecos, música para miudinhos", que contou “Dorival e o Mar”. Em seguida, sob mediação da pedagoga Érica Verçosa, a mesa redonda da manhã reuniu terapeutas e mediadoras para discutir a literatura no campo da saúde integral e do acolhimento. Participaram do debate Paula Fonseca, psicóloga clínica que desenvolve o Projeto Preto; Rafaela Nascimento, terapeuta integrativa na Unidade de Cuidados Integrais à Saúde Professor Guilherme Abath; e Andréa Graupen, psicóloga, integrante do Projeto “Pode entrar, Dona Morte!”.
O debate foi caracterizado pelo compartilhamento de experiências com a literatura que utilizam a arte literária para ações de cuidado comunitário. Na sequência, foi realizado um bate papo com representantes de Clubes de Leitura parceiros da Fundaj.
A construção coletiva de narrativas a partir da memória, dos sons e das imagens foi reafirmada durante a oficina “Lembrar: memória, narrativa e elaboração da experiência, Dorival e o mar”. Ministrada por Adriana Monteiro e com participação de estudantes da Rede Municipal do Recife e professores, a atividade teve como foco a construção de histórias a partir de elementos do cotidiano e objetos disponíveis na sala.
“Se o que a gente escreve vem da gente, faz parte da gente, e se a gente bota para fora, não é só nosso, é de todo mundo”, destacou. Adriana estimulou os presentes a compartilharem suas criações literárias e trocarem experiências com outras pessoas.
“As histórias são para partilhar e, quando a gente escuta uma história, a gente escuta o outro. Quando a gente fala e é ouvido, a gente reverbera no outro”, disse.
Para Nadja Tenório, coordenadora-geral do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andade (Cehibra) - vinculado à Dimeca, a realização do seminário “é um esforço gratificante”. “Esperamos que o que plantamos se perpetue”, destacou. “O que nos gratifica é revolucionar outras bibliotecas escolares”, celebrou a pedagoga Érica Verçosa.
A programação desta edição foi encerrada com sorteios de livro


