Futebol para mulheres refugiadas
Popal foi capitã e uma das fundadoras da seleção feminina do Afeganistão. Deixou o país depois de receber ameaças relacionadas à atuação no futebol feminino. Atualmente, vive na Dinamarca e trabalha com projetos voltados à participação de mulheres no esporte.
A ex-jogadora de futebol afegã Khalida Popal visitou nesta terça-feira (11) o Ministério do Esporte, em Brasília, para falar sobre a trajetória do futebol feminino no Afeganistão e o trabalho desenvolvido atualmente com mulheres e meninas refugiadas.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
A visita ao Brasil também ocorre no contexto da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no país. A competição reúne oito cidades-sede e terá partidas entre junho e julho do próximo ano.
Após uma lesão que encerrou sua carreira como atleta, Popal passou a dedicar parte de sua atuação a projetos relacionados ao esporte e às mulheres. Ela também fundou a organização Girl Power , voltada à participação de mulheres de comunidades minoritárias em atividades esportivas.
O Ministério do Esporte informou que considera o intercâmbio de experiências uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre diferentes contextos do futebol feminino e sobre o papel do esporte na participação de mulheres e meninas.
A ex-jogadora também desenvolve atividades voltadas a mulheres em campos de refugiados. Por meio do esporte, o trabalho busca criar espaços de convivência e participação para mulheres de diferentes comunidades.
Futebol feminino e participação de meninas
A trajetória no Afeganistão levou Popal a atuar na criação e organização do futebol feminino no país. O trabalho continuou depois que ela deixou o território afegão, com ações voltadas principalmente para jogadoras refugiadas.
Popal começou a jogar futebol com a mãe, professora de educação física. Segundo o relato da atleta, foi nesse ambiente que conheceu o esporte e passou a compreender as possibilidades de participação das mulheres no futebol.
Na Dinamarca, Popal participou da organização do Afghan Women United, equipe formada por jogadoras afegãs que vivem em diferentes países. O grupo busca reunir atletas que deixaram o Afeganistão e manter a prática do futebol entre as integrantes da comunidade afegã no exterior.
Durante a visita, foram abordadas iniciativas relacionadas ao futebol feminino, à participação de mulheres refugiadas em atividades esportivas e ao uso do esporte como espaço de convivência e desenvolvimento.



